A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou, neste sábado (5), que não há discussão ou impedimento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
“Obviamente, quando você não é negacionista, aquilo que a ciência e a técnica dizem importa na hora de tomar as decisões. O Ibama não dificulta, nem facilita, o Ibama tem um parecer técnico que deve ser observado”, afirmou, durante coletiva de imprensa do evento Diálogos Amazônicos, em Belém, no Pará.
Marina também falou sobre o pedido de reavaliação da licença solicitada pela Petrobras.
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“No processo de licenciamento, o empreendedor tem o direito de reapresentar a proposta. A Petrobras já reapresentou a proposta, e o Ibama, com toda a isenção, vai fazer essa avaliação, porque num governo republicano, os técnicos têm a liberdade de dar o seu parecer, e as autoridades, que devem fazer políticas públicas baseadas em evidências, devem olhar para aquilo que os técnicos estão dizendo”, afirmou.
A ministra disse ainda que as mais de duas mil licenças já concedidas à Petrobras, ao longo do tempo, não foram ideológicas. Assim, as licenças negadas também não seriam ideológicas, e sim, técnicas.
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Na última quinta-feira (3), o presidente Lula concedeu uma entrevista coletiva para rádios amazônicas. Durante a conversa, o presidente falou que quer “continuar sonhando” com a exploração de petróleo e com a suspensão da decisão do Ibama.
“Podem continuar sonhando, porque ainda há uma discussão. O Ibama não foi definitivo, o Ibama apresentou propostas para serem corrigidas, essas coisas vão ser levadas em conta pelo governo e pela Petrobras”, disse Lula.
Programa de recursos para povos originários
Também durante a coletiva de imprensa, Marina Silva afirmou que o governo federal estuda a elaboração de uma espécie de Plano Safra — programa que fornece recursos para o financiamento da atividade agrícola no Brasil — focado nos povos originários.
“Nós temos o Plano Safra para grande e médios, temos o Pronaf para os agricultores familiares e estamos trabalhando em uma espécie de ProFloresta para as populações tradicionais poderem fazer seus investimentos”, afirmou.
Para a ministra, o fomento da agricultura amazônica pode trazer bons retornos para o país.
“Estamos priorizando a bioeconomia para ampliar cada vez mais a agregação de valor aos produtos da floresta, apostar na bioindústria, cooperativismo, e criar novos produtos, novas cadeias de valor, para que essas populações ganhem a autonomia e tenham a inclusão produtiva”, disse Marina.
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Foto de um macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha) visto na Amazônia colombiana, em abril de 2023.
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Vista geral do rio Amazonas passando pelo departamento de Amazonas, na Amazônia colombiana.
Crédito: Juancho Torres/Anadolu Agency via Getty Images
Vista aérea de região desmatada da Amazônia colombiana, em março de 2023.
Crédito: Juancho Torres/Anadolu Agency via Getty Images
Cheia do rio Mocoa durante fortes chuvas na Amazônia brasileira, em Mocoa, na Amazônia colombiana, em maio de 2022.
Crédito: Juancho Torres/Anadolu Agency via Getty Images
Pegadas humanas deixadas na lama da selva amazônica, na Amazônia colombiana, em abril de 2023.
Crédito: Juancho Torres/Anadolu Agency via Getty Images
Ponte sob o rio Mocoa durante fortes chuvas na Amazônia colombiana, na cidade de Mocoa, em maio de 2022.
Crédito: Juancho Torres/Anadolu Agency via Getty Images
Imagem aérea de zona desmatada na floresta amazônica no estado do Acre, na Amazônia brasileira, em julho de 2022.
Crédito: Rafael Vilela for The Washington Post via Getty Images
Boto é visto no rio Amazonas, na Colômbia, na Amazônia, em 4 de abril de 2023.
Crédito: Juancho Torres/Anadolu Agency via Getty Images
Fazendeiro olha para fumaça que sobe de incêndio em Alto Rio Guamá, na Amazônia brasileira, em setembro de 2020.
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Vista de casa construída à margem do rio Limoeiro, no norte da Amazônia brasileira, em Limoeiro do Ajuru.
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Vista aérea de região desmatada da Amazônia colombiana, em março de 2023.
Crédito: Juancho Torres/Anadolu Agency via Getty Images
Grupo do Ibama combate foco de incêndio na cidade de Novo Progresso, no sul do Pará, na Amazônia brasileira, em agosto de 2020.
Crédito: Ernesto Carriço/NurPhoto via Getty Images
Grupo do Ibama combate foco de incêndio na cidade de Novo Progresso, no sul do Pará, na Amazônia brasileira, em agosto de 2020.
Crédito: Ernesto Carriço/NurPhoto via Getty Images
Vista da floresta amazônica pela proa de um barco, na cidade de Leticia, na Amazônia colombiana, em abril de 2023.
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Plantas industriais na floresta amazônica, em Manaus, na Amazônia brasileira, em janeiro de 2023.
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Fotografia aérea de seção da floresta amazônica desmatada por incêndios, na região de Candeias do Jamari, em Porto Velho, na Amazônia brasileira, em agosto de 2019.
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Vista do rio Amazonas na cidade de Letícia, na Amazônia colombiana, em abril de 2023.
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Rio recorta os meandros da Amazônia brasileira em Manaus. Fotografia de janeiro de 2023.
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Casal de araras em ninho na Amazônia, em Roraima, em fotografia de novembro de 2017.
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Família de pai e filhas carregam balde d’água na rodovia Transamazônica, no estado do Pará, na Amazônia brasileira, em novembro de 2017.
Crédito: Ricardo Funari/Brazil Photos/LightRocket via Getty Images
Gado é visto em pasto na bacia do alto rio Amazonas, em Rondônia.
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Acampamento de pesquisa do Amazon Tall Tower Observatory do Instituto Max Planck, na Amazônia brasileira, em Manaus, em janeiro de 2023.
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Casal de trinta-réis-grandes, também chamados de andorinha-do-mar, trinta-réis e gaivota, na Amazônia colombiana, em abril de 2023.
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Ponte suspensa na floresta amazônia, na Amazônia peruana.
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Imagens tiradas de um hidroavião mostram nuvens passando pela floresta amazônica, em Manaus, em janeiro de 2023.
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Caminhão levanta poeira em estrada da Amazônia enquanto viaja em porção desmatada da floresta amazônica, próximo de Chupinguaia, em Rondônia, em junho de 2017.
Crédito: Mario Tama/Getty Images
Este conteúdo foi originalmente publicado em “Ibama não facilita, nem dificulta”, diz Marina sobre exploração de petróleo no Amazonas no site CNN Brasil.


