O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) ficou frustrado ao ver seu aliado ficar de fora da lista do STJ graças a um erro grotesco cometido contra uma mulher cinco anos atrás
Na manhã da última quarta-feira (23), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu a lista quádrupla para os novos ministros da Corte, deixando de fora o desembargador alagoano Tutmés Airan de Albuquerque.
Segundo a regra de votação, o candidato para integrar a lista quádrupla deveria conquistar no mínimo 17 dos 30 votos dos ministros. Apesar do esforço de Lira nos bastidores, Tutmés não conseguiu atingir o número mínimo e foi excluído da lista final.
Os desembargadores escolhidos foram: Carlos Von Adamek (TJ/SP), Afrânio Vilela (TJ/MG), Elton Leme (TJ/RJ) e Teodoro Santos (TJ/CE). Os nomes serão apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem cabe escolher dois candidatos da lista. Depois da escolha, eles passarão ainda pela sabatina e votação do Senado Federal.

Segundo fontes, um fator decisivo para impedir o ingresso de Tutmés no STJ, foi o fato do desembargador alagoano ter sido réu no próprio Superior Tribunal de Justiça por ter chamado a advogada alagoana Adriana Mangabeira Wanderley de “vagabunda” e “nojenta”. Ela o havia denunciado por corrupção. A ação penal por injúria e difamação tramitou até abril e foi encerrada depois que o magistrado se desculpou nos autos, cinco anos depois dos graves impropérios disparados contra a renomada advogada.
A destemida advogada frustrou o sonho da dupla Lira e Tutmés. Eles não entenderam ainda que é preciso respeitar as mulheres.


