Com quase 700 mil seguidores no Instagram, a influenciadora Karol Eller, que teve a sua morte confirmada na noite desta quinta-feira (12) pelo deputado federal Nikolas Ferreira, ficou conhecida nacionalmente por sua presença nas redes sociais e plataformas de compartilhamento de vídeos, como YouTube, devido às suas polêmicas posições em relação à comunidade LGBTI+ e à sua associação com figuras proeminentes da direita da política brasileira. Segundo Eller, “Sexualidade não define ninguém, o caráter sim.”
Embora já tivesse se identificado publicamente como lésbica, Eller, que tinha 36 anos, já tinha expressado opiniões controversas em suas postagens, frequentemente criticando o que classifica como “vitimismo” no movimento LGBTQIAP+. Em um de seus vídeos, ela afirmou: “Não é porque um gay morreu assassinado que é homofobia.”
“Sim, eu renunciei à prática homossexual, eu renunciei vícios e renunciei os desejos da minha carne para viver em Cristo! Que Deus abençoe vocês!”, ela havia anunciado nas redes sociais após retornar de um retiro.
Antes de cometer suicídio, ela havia publicado nas redes sociais mensagens com afirmações como “perdi a guerra” e “lutei pela pátria”.
Karol, prima de terceiro grau da cantora Cassia Eller, tinha 36 anos e, antes de se tornar influenciadora digital, chegou a ser promotora de eventos e relatava como era viver nos Estados Unidos (EUA).
Disque 188
A cada mês, em média, mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília em que se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem 24 horas por dia a quem precisa.


